Inclusão de pessoas com deficiência no mercado: qual a sua importância?

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No início da década de 1990, houve um grande avanço para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Naquele ano, foi estabelecida a chamada Lei de Cotas, que obriga as empresas com 100 ou mais funcionários a preencherem uma parcela das suas vagas com pessoas om deficiência.

Desde então, as oportunidades de trabalho para pessoas com algum tipo de deficiência — seja ela física ou mental — aumentaram, mas ainda existem muitos desafios. A principal barreira que impede a contratação desses profissionais ainda é cultural. Muitas empresas e gestores costumam ter a ideia errada de que um colaborador com deficiência é menos produtivo que os demais, o que não é verdade.

Neste post, vamos explicar por que é importante incluir pessoas com deficiências e como isso gera impactos positivos para as empresas e para os funcionários. Continue a leitura para saber mais: 

Quais são os impactos da inclusão de pessoas com deficiência no mercado?

Para o colaborador 

Ao ingressar em uma empresa, o colaborador com deficiência estabelece uma interação constante com outros profissionais. Além disso, para ele, essa é uma oportunidade significativa de exercer uma atividade profissional remunerada de maneira digna, além de melhorar sua autoestima e de construir um caminho de independência (psicológica, emocional, financeira).

Para as empresas

A chegada de uma pessoa com deficiência gera benefícios de impacto social e econômico para as empresas. É a chance de a equipe desenvolver um sentido de solidariedade e integridade entre os colegas. Do ponto de vista do negócio, a inclusão dessas pessoas gera ganhos em produtividade e eficácia.

Um indivíduo que está acostumado a superar desafios todos os dias — seja por falta de acessibilidade, seja por preconceito (ou outra questão) — está preparado para lidar com situações críticas. Além disso, traz uma visão diferente para a empresa, o que é de enorme impacto para os processos de criação, inovação e tomada de decisões.

Como ocorre a qualificação de pessoas com deficiência?

Muitas pessoas acreditam que as pessoas com deficiência têm qualificação menor do que os não deficientes. De novo, essa é mais uma barreira cultural. O que acontece frequentemente é que as pessoas com deficiência são deixadas de lado no que tange a posições estratégicas e colocadas apenas em cargos operacionais (que, naturalmente, exigem um nível de qualificação menor).

Esse cenário reforça a falsa ideia de que pessoas com deficiência não tem qualificação. Em geral, profissionais com deficiência podem buscar a mesma qualificação que seus pares sem deficiência. Segundo dados do i.Social, mais de 80% dos profissionais cadastrados tem pelo menos o Ensino Médio completo, e alguns chegam a ter mestrado e doutorado.

Como os negócios de impacto social podem ajudar a melhorar esse cenário?

Além de promoverem a inclusão de profissionais com deficiência por meio da contratação, os negócios de impacto social também podem ter uma participação direta nesse processo, por meio de seus produtos ou serviços. É o caso, por exemplo, da Noisinho. Localizada em Belo Horizonte e fundada pela arquiteta Erika Foureaux, a ONG desenvolve produtos que ajudam a socializar pessoas com deficiência, como cadeiras e mesas de adaptação.

A inclusão de pessoas com deficiência é benéfica tanto para os profissionais com essa condição quanto para as empresas. As organizações só têm a ganhar com a contratação desses colaboradores, além de gerarem impactos positivos para toda a sociedade.

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Sobre Agatha Martins

Agatha Martins

Agatha Martins é graduada em Produção Multimídia pela UNI-BH, Designer UI/UX e empreendedora. Agatha participou do @startupfarm (uma das maiores aceleradoras de startups da América Latina colaborando na startup One Cloud), é empreendedora social e community manager no Baanko Challenge (acelerador de negócios de impacto alinhados com os objetivos da ONU), parte do núcleo organizador do MES (Meetup de Empreendedorismo Social Beagá) e foi coordenadora de mobilizadores do Encontro de Jovens Transformadores 2016. Segue sua jornada auxiliando empresas e instituições a agirem de forma criativa e colaborativa. Acredita no design de impacto social e na inteligência coletiva como ferramentas para transformar realidades extremas e construir um mundo mais igualitário e sustentável.

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