A nova economia: entenda o que é economia colaborativa

Tempo de leitura: 3 minutos

A economia colaborativa, também conhecida como compartilhada ou “em rede”, vem transformando a maneira como consumimos bens e serviços; como usufruímos do dinheiro; e como nos relacionamos dentro da sociedade, seja com empresas, com colegas de trabalho, com familiares e até com desconhecidos.

Apesar do termo ter ganhado força somente na última década, especialmente com a ajuda da tecnologia, a ideia por trás da economia colaborativa tem embasamento em costumes ancestrais. Povos primitivos já tinham o hábito de compartilhar e trocar objetos necessários entre os membros de uma mesma comunidade.

Quer saber mais? Continue a leitura e entenda como funciona a economia colaborativa!

O que é economia colaborativa?

A economia colaborativa é um sistema socioeconômico construído em torno do compartilhamento de bens ou serviços por pessoas ou empresas. A premissa dessa nova forma de economia é que o valor dos produtos e serviços é potencializado quando eles são compartilhados.

Um automóvel parado na garagem, por exemplo, gera valor (e tem seu valor aumentado) quando é compartilhado com alguém que precisa de um carro por algumas horas. Tanto o proprietário quanto o consumidor do serviço enxergam valor naquele compartilhamento, naquela troca.

Qual o contexto por trás da economia colaborativa?

Existe uma movimentação dentro da sociedade que colabora para a formulação de uma lógica de mercado menos focada nos produtos, e mais preocupada com as experiências.

O importante não é ter o carro, e sim locomover-se com segurança e conforto dentro da cidade. O importante não é ter o CD, mas escutar a música. Esse é o contexto por trás da economia colaborativa, em que o princípio do hiperconsumo fica para trás.

Como funciona a economia colaborativa?

A economia compartilhada pode funcionar dentro de três sistemas básicos:

Mercados de redistribuição

Baseia-se na lógica de que um objeto já utilizado passa de um local onde ele não é mais necessário para onde ele é. No Brasil, existe o site “Enjoei”, em que os usuários podem vender as roupas e acessórios que não utilizam mais.

Estilos de vida colaborativos

Nesse sistema, há o compartilhamento de recursos. O exemplo mais conhecido é o Bliive, onde os usuários podem trocar suas habilidades entre si. Imagine que você sabe dar aulas de violão e precisa aprender inglês. Nessa plataforma, você consegue oferecer sua aula de violão, além de poder encontrar alguém que o ensine inglês.

Sistemas de produtos e serviços

O consumidor paga pelo benefício do produto, e não pelo produto em si. O princípio básico dessa lógica é de que “o que precisamos é um buraco na parede, e não uma furadeira”. Temos o exemplo do Airbnb, onde um bem privado é compartilhado como um serviço.

Que tipo de impacto traz para a sociedade?

A economia colaborativa é uma maneira de empoderar o cidadão comum. Ao ter acesso aos serviços de que necessita, geralmente por um preço muito mais justo, o usuário quebra a lógica de consumo exagerado incentivada por empresas e pela publicidade tradicional.

Além disso, a economia colaborativa ressignifica as relações interpessoais, ampliando as conexões entre as pessoas.

Qual o valor da economia colaborativa para o mercado?

A resposta pode vir em números: em 2014, a economia colaborativa movimentou US$ 3,5 bilhões nos Estados Unidos, segundo informações da revista Forbes.

E falar em valor, cifras não são a única maneira de medir o valor a economia colaborativa no mercado. Ela também movimenta a resposta das empresas às demandas da sociedade.

A Mercedes Benz, por exemplo, respondeu aos serviços de compartilhamento de carros criando o Cars2Go, que permite alugar automóveis por 38 centavos de dólar o minuto.

A economia colaborativa já é uma realidade, e tem poder de gerar uma cadeia de valor que beneficiará pessoas, negócios e o meio ambiente! Se você gostou de saber mais sobre o assunto, curta-nos no Facebook e tenha acesso a mais conteúdos como este!

Sobre Paulo Caputo

Paulo Caputo

Formado em Economia e pós graduado em gestão com ênfase em finanças pela Fundação Dom Cabral, possui mais de 8 anos de experiência nas áreas de Finanças e Operações. Trabalhou em empresas como Tetra Pak, Cyrela e foi Gerente de Operações do Uber. Hoje Paulo é sócio da Baanko Group que tem como objetivo o desenvolvimento de Startups e Negócios de Impacto Social baseado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, além disso é professor convidado na Fundação Dom Cabral para temas relacionados a Impacto Social, presidente do conselho fiscal voluntário no Instituto Um Pé de Biblioteca e Líder de Capítulo na Sustainable Development Solutions Network (Rede SDSN Brasil de Desenvolvimento Sustentável da ONU + Jeffrey Sachs para discussão dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU em todos os setores). Segue dedicado e orientando sua carreira para a área de Impact Investing.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *