3 mulheres empreendedoras nas quais se inspirar

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A notabilidade feminina tem ganhado cada vez mais destaque no mercado empreendedor. Mesmo que a predominância no setor ainda seja masculina, vale apontar que a representatividade das mulheres empreendedoras tem tudo para se igualar à dos homens, graças ao seu bom planejamento, ao ritmo e à capacidade criativa.

Esse quadro tem grande importância para o empoderamento feminino, na batalha diária por direitos iguais e conquista do seu espaço. Com a força que só uma mulher pode ter.

O post de hoje apresenta histórias inspiradoras de superação, para que você se encoraje a alcançar seus objetivos. Vale a pena conhecer essas narrativas. Confira!

1. Bárbara Lucena

A biomédica empreendedora Bárbara Lucena está à frente do laboratório de análises clínicas Sangue Bom. O negócio tem grande impacto social, pois possibilita que pacientes de baixa renda realizem exames de sangue a partir do valor acessível de R$ 5 e, também, tenham atendimentos clínicos a R$ 90.

São 5 clínicas que fazem os exames, cujos resultados são divulgados rapidamente (com diagnósticos entregues em até 3 horas), de maneira a facilitar o início dos tratamentos. É possível, ainda, ter acesso a um aplicativo que promove todo o processo de agendamento e consulta dos resultados.

A grande insatisfação com o SUS (Sistema Único de Saúde) fez o interesse pelo projeto Sangue Bom aumentar. A crise econômica, que levou muitas famílias a mudarem seu estilo de vida, também as tornou parte do público do laboratório a preços populares.

2. Michele Salles de Souza

A fundadora da empresa Cycor pode ser considerada uma especialista em pessoas e máquinas e suas devidas relações. A empresa desenvolve tecnologias focadas na reabilitação de pessoas amputadas, como incríveis próteses dos membros, kit de motorização de cadeiras de rodas e exoesqueleto.

Sua ideia é popularizar esses equipamentos, de forma que sejam acessíveis à população das classes C, D e E. A prótese de mão e o exoesqueleto são os produtos principais da Cycor. Seus custos, respectivamente, são de R$ 3,9 mil (custam em média R$ 6 mil no mercado) e R$ 30 mil (enquanto modelos semelhantes custam em torno de R$ 200 mil).

A empreendedora entende o preço não como uma vantagem competitiva, mas como um modelo de inovação da empresa. Sua ideia partiu do pensamento de que tudo pode ser mais bem distribuído, realizando seus sonhos de infância.

3. Sonia Hess

Em uma pequena cidade de Santa Catarina, os pais de Sonia (o casal Duda e Avelina) tinham uma loja de gêneros alimentícios e mercadorias de uso doméstico. Após uma compra exagerada de tecidos, esse estabelecimento foi expandido.

Dona Avelina enxergou nesse erro uma oportunidade. Daí, originou-se a camisaria Dudalina. Em 2003, o comando da empresa passou para a filha, Sonia Hess, que transformou a empresa em um gigante da América Latina no segmento.

Graças à garra e ao bom direcionamento de Sonia, o faturamento anual aumentou em 50% no período de 2 anos e meio. Hoje, além das peças próprias, a empresa também cria roupas para outras marcas conhecidas internacionalmente, como Zara e Levi’s.

Os conselhos a dar para as mulheres empreendedoras não diferem dos dados para homens: é preciso ter persistência, conhecimento, trabalho e força de vontade. Com o propósito claro e objetivos traçados, a conquista do espaço feminino não poderá mais ser prorrogada.

Como você pensa em empreender? Tem alguma dúvida ou conselho para nos deixar? Faça um comentário neste post!

Sobre Paulo Caputo

Paulo Caputo

Formado em Economia e pós graduado em gestão com ênfase em finanças pela Fundação Dom Cabral, possui mais de 8 anos de experiência nas áreas de Finanças e Operações. Trabalhou em empresas como Tetra Pak, Cyrela e foi Gerente de Operações do Uber. Hoje Paulo é sócio da Baanko Group que tem como objetivo o desenvolvimento de Startups e Negócios de Impacto Social baseado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, além disso é professor convidado na Fundação Dom Cabral para temas relacionados a Impacto Social, presidente do conselho fiscal voluntário no Instituto Um Pé de Biblioteca e Líder de Capítulo na Sustainable Development Solutions Network (Rede SDSN Brasil de Desenvolvimento Sustentável da ONU + Jeffrey Sachs para discussão dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU em todos os setores). Segue dedicado e orientando sua carreira para a área de Impact Investing.

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